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Ataques Invejosos

Ataques Invejosos

Psicóloga Kátia Ricardi de Abreu

Quem não passou pela experiência de ser alvo de ataques invejosos de colegas de trabalho? O universo corporativo está repleto de situações onde o sucesso tem um preço. Por trás dos ternos e terninhos, scarpins e notebooks, há uma linguagem não verbal semelhante a uma selva. De pedra.

Embora o céu seja imenso, onde todas as estrelas podem brilhar tranquilamente, ainda tem gente que, ignorando o exemplo das estrelas no céu, pensa em brilhar quando o outro se apaga. E a verdade é que apaga mesmo. Não há saúde que resista a bombardeios intensos, freqüentes e velados com a intenção consciente ou inconsciente de destruir. Pessoas adoecem, perdem o gosto pela empresa, pelo trabalho, pela vida. Mas, como diz a expressão popular, ninguém chuta cachorro morto! Então, lembre-se que os ataques costumam acontecer quando seu trabalho está indo bem, sua carreira está crescendo, seu projeto está dando certo, sua competência está visível.

Num primeiro momento, você pode ficar triste, decepcionado, acabrunhado, borocoxô, revoltado, sei lá! Tome um fôlego e não reaja com contra ataques! Não desperdice sua energia à toa.     Concentre-se nas suas metas e objetivos, pois você já tem o sinal verde: se as coisas estivessem mal, você estaria recebendo tapinhas nas costas e não ataques invejosos! Olhe para frente, siga adiante e logo estas pessoas estarão bem longe de você. Sim, elas desistem!

Logo elas vão perceber que estão perdendo o tempo que poderiam estar usando para se construírem. Elas cansam de querer encontrar pêlo em casca de ovo. Seu trabalho está indo tão bem que os invejosos começam a criticar coisas insignificantes, ou ainda, começam a criticar seu jeito de andar, de falar, de rir, porque o trabalho… ah! Este, não tem o que criticar!

Meu amigo, não perca seu sono, não fique preocupado. Comemore! Você está incomodando quem quer crescer e não tem criatividade. Saiba administrar seu sucesso! O atacante do time que faz muitos gols sempre é mais perseguido e marcado pelo adversário. É triste saber que existem adversários dentro da sua própria empresa. Não bastam os concorrentes? Isso não deveria acontecer. Mas acontece. Infelizmente. Com tantos Cursos de Pós-Graduação, MBA, fluência em línguas estrangeiras, há quem insista em não desenvolver a linguagem emocional. Há quem insista em trabalhar em grupo e não em equipe. Há quem tenha a mediocridade e a pretensão de achar que pode destruir o outro para poder alavancar sua própria carreira; minimizar as suas competências ou querer transformá-las em defeitos para não sair da zona de conforto, do comodismo. Há quem se incomode com o adequado por querer continuar sendo inadequado.

Seja como você é, tenha consciência de onde você quer chegar. Dizem que Albert Einstein, desconhecendo as regras do século XXI sobre marketing pessoal, andava sempre com o mesmo paletó. Certo dia, um amigo foi visitá-lo na cidadezinha onde ele acabara de se instalar. Ao receber o amigo na estação de trem, este observou que Albert estava com o famoso paletó. Albert respondeu: “Não tem importância, aqui ninguém me conhece”.

Passaram-se alguns anos e o amigo repetiu a visita na mesma cidadezinha. Ao verificar que Albert o recebia na estação de trem com o mesmo paletó, falou energicamente com o amigo, repreendendo-o. Albert lhe respondeu: “não tem importância, todo mundo aqui me conhece!”.

Conselhos, recomendações que trazem críticas veladas no mundo corporativo, nem sempre são sinceros como os do amigo de Albert. Então continue com o seu projeto, embora eu recomende que de vez em quando você troque o paletó!

Sobre o Autor

Psicóloga Kátia Ricardi de Abreu

Psicóloga Kátia Ricardi de Abreu author

Kátia Ricardi de Abreu é Psicóloga (CRP 06/15951-5) especialista em Análise Transacional pela UNAT-BRASIL/FATEP, Membro Clínico Certificado pela Associação Latino-Americana de Análise Transacional e Membro Didata em Formação pela União Nacional dos Analistas Transacionais UNAT-BRASIL. Atual presidente da UNAT-BRASIL.