fbpx

O BULLYING NOSSO DE CADA DIA!!!

O BULLYING NOSSO DE CADA DIA!!!

Prof. Dra. Marinês Saraiva

É preciso saber reconhecer!

É preciso saber o que fazer com quem faz Bullying!

É preciso saber como atender quem sofre Bullying!

Afinal? Quando se fala em Bullying, está se falando do que? Quais são os comportamentos de ataque? Como se comporta quem não se defende?

Bullying é violência! O fenômeno Bullying engloba todas as atitudes agressivas, intencionais e repetidas que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um estudante contra outro (s), causando dor, causando angústia, fazendo com que a vítima se intimide!

Atos de bullyng podem ser através de ações diretas ou emocionais:

VERBAIS FÍSICAS
Apelidar Discriminar
Excluir Isolar
Ofender Ignorar
Zoar Perseguir
Sacanear Assediar
Humilhar Derrubar
Intimidar Bater
Dominar Empurrar
Tiranizar Chutar
Amedrontar Aterrorizar
Aterrorizar Quebrar /Roubar pertencer
Ameaçar Ferir/Matar

O Bullying tem preocupado o mundo, porque tem tomado aspectos preocupantes, tanto pelo crescimento quanto por atingir faixas etárias cada vez menores, como também pelo tipo de comportamentos que tem sido apresentado pelo agressor. Pesquisas nacionais e internacionais estão sendo elaboradas sobre causas e estratégias de trabalho com esse fenômeno.        

É preciso e urgente IDENTIFICAR O FENÔMENO Bullying!!!

São cinco as características comuns:

  1. Os comportamentos são danosos e deliberados;
  2. São repetitivos por um longo período de tempo; ou até que o agredido se defenda de forma definida e contundente;
  3. Para o agredido, é difícil se defender;
  4. O agressor, em geral tem muita dificuldade para lidar e aprender (aceitar) comportamentos socialmente aceitos;
  5. Os que fazem Bullying têm poder impróprio e o aplicam às vítimas, isto é, geralmente se omitem de realizar o que se pede passado a exigir que a vítima responda pelo que teria que assumir;

Quem é alvo de Bullying?

São as pessoas que estão sendo prejudicadas, sofrendo física ou emocionalmente devido ao comportamento ameaçador de outros e que não dispõe de recursos, status ou habilidade para reagir ou fazer cessar o ato de sofrimento.

Em geral as pessoas que são alvos do agressor são pouco sociáveis, passivos, quietos, sentem-se infelizes, tímidos, sofrem com o medo, a depressão, e a ansiedade. Tem poucos amigos, e alguns tem a autoestima tão comprometida que acreditam que são merecedores dos maus-tratos sofridos.

Já os autores do Bullying podem ser de três tipos:

  1. Confiante-presunçoso, é fisicamente mais forte, gosta de lutas e situações de repressão, mostra-se confiante e seguro, habitualmente é popular;
  2. É ansioso- em geral é um aluno fraco, pouca capacidade de concentração e paciência;
  3. É agressor, mas às vezes torna-se vítima de outrem, geralmente é impopular;

Quem tem mais propensão a praticar Bullying?

Em geral, não unicamente, são filhos de famílias desestruturadas, onde há pouco ou duvidoso relacionamento afetivo, quase não tem supervisão da família e onde os pais são modelos de formas de resolver conflitos para comportamentos violentos.

Quem sofre o Bullying?

As pessoas (em geral alunos em fase escolar) que sofrem o Bullying também sofrem depressão e ansiedade sendo que muitas vezes para combater o poder do outro que o domina, recorre ao uso de armas.

Que se organizem programas de contenção ao Bullying é uma necessidade urgente!

Aqueles programas que já foram desenvolvidos ou que vem se desenvolvendo dentro e fora do Brasil, observam aspectos relevantes como:

  • quando se entrevista o aluno, nunca diz ter sofrido Bullying;
  • a maioria dos agressores encontra-se na própria sala das vítimas, principalmente nas séries iniciai;
  • os meninos tendem a ser agredidos por meninos, enquanto as meninas por ambos os sexos;
  • as agressores são mais comuns nos intervalos (ou recreio) e na sala de aula;
  • a metade dos alunos espera que o professor intervenha nas situações de agressão em sala;
  • metade dos alunos agredidos não fala do ocorrido nem aos professores nem aos pais;

A busca por estratégias que observem o ambiente escolar, que o tornem seguro é prioridade para os pais, alunos, professores, administradores de escolas. Ambientes livres de drogas, intimidação, violência e medo, lugar onde se ensina e se aprende dentro de um clima de sucesso e confiança, onde se possa alcançar o desenvolvimento de todos.

Pais, Professores, Coordenadores, Administradores Escolares, Profissionais da Pedagogia, Psicologia, Psiquiatria, estão todos convidados a refletir sobre esse grave fenômeno que vem sendo observado no cotidiano escolar!

Sobre o Autor

Prof. Dra. Marinês Saraiva

Prof. Dra. Marinês Saraiva author

Professora graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas PUC- Campinas, SP. Pós-graduada em Psicopedagogia pela Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro.Dra em Educação pela Universidade de São Paulo, USP-São Paulo, SP. Professora Supervisora do Curso de Psicologia ,aposentada pela Universidade Estadual de Maringá-PR. Intensa vivencia na atuação como professora, supervisora, coordenadora de projetos de cursos para Educação Especial Inclusiva.